LÍDER DA BANCADA DO PT NA CÂMARA MUNICIPAL DE PELOTAS

sábado, 19 de maio de 2007

RÁDIOS COMUNITÁRIAS SERÃO LEGALIZADAS POR INICIATIVA DO PARLAMENTAR PAULO OPPA (PT)




No sábado (19 de maio) à tarde houve debate na Câmara sobre a municipalização das rádios comunitárias com a participação de parlamentares, do representante da Abraço/RS, do secretário municipal de Comunicação, do deputado estadual Raul Pont (PT), radialistas e toda a comunidade. Vereador Oppa é proponente da audiência e autor de projeto de Lei que versa sobre o tema.


Protocolado no final do ano passado, o projeto de lei que dispõe sobre a exploração do serviço de radiodifusão comunitária em Pelotas – de autoria do vereador Paulo Oppa, líder da bancada do PT na Câmara – foi o tema do debate da audiência pública que ocorreu no sábado, dia 19 de maio, à tarde. Além da população que lotou o plenário, participaram líderes comunitários; especialistas em mídia; jornalistas, o secretário municipal de Comunicação, Renato Varotto; o deputado estadual Raul Pont (PT); e muitos radialistas comunitários .
Intitulada "Jornalista Deogar Soares", em homenagem ao profissional da área que criou o Conselho Municipal de Comunicação, a nova lei, se aprovada, deverá municipalizar o serviço: caberá ao poder Executivo pelotense outorgar autorizações, receber documentações, registrar emissoras e fiscalizar o funcionamento.
O deputado petista foi veemente no seu discurso: "Não é a lei que inventa as coisas, mas a vida que determina as regras". Raul Pont definiu a luta das emissoras como "de caráter profundamente amplo" e colocou-se à disposição do movimento ao justificar que se trata de "uma batalha independente de partido". A causa das rádios recebeu apoio também do secretário municipal de Comunicação, Renato Varotto, que defendeu uma política própria ao setor e o direito de voz à comunidade pelotense.

Princípio subsidia lei municipal
Um dos principais sustentáculos jurídicos, elucida Oppa, consiste no princípio do Federalismo, uma cláusula pétrea da Constituição Federal de 1988, inalterável sequer por emenda constitucional, que garante a não prevalência do âmbito Federal sobre as instâncias estadual e municipal. Em outras palavras, embora as telecomunicações sejam privativas à Federação, pertencem de fato à alçada federal somente enquanto “regras gerais” porque – argumenta o parlamentar de Pelotas – desconsideram as peculiaridades locais.
Em Uberaba (MG) – onde foi aprovada a legislação municipal –, informa Oppa, o juiz Paulo Silveira argumentou que a lei federal não abarca as características de cada cidade e, portanto, não pode determinar para todo o território nacional, como ocorre até então, a altura da antena, a potência dos equipamentos e a distância mínima entre transmissores. “A desconsideração dos traços geográficos, por exemplo, num País de dimensões continentais e relevos diversos é uma das provas de que a legislação federal é, senão inconstitucional, falha”, declarou Oppa na Tribuna durante sessão ordinária da manhã de hoje (16 de maio).

Canguçu: legislação aprovada
Mencionou também a experiência na capital paulista, mas foi mais enfático ao se reportar à situação de Canguçu, cidade vizinha cujo Legislativo aprovou, há três semanas, projeto de lei semelhante. Na avaliação do líder da bancada do PT, existe um forte arcabouço jurídico alicerçando o direito de Pelotas de possuir uma legislação própria nesta importante seara da comunicação social.
Ademais, fundamenta o vereador, impera a prevalência de princípios sobre as leis, assim como estas o fazem em relação a decretos e resoluções. Logo, o princípio do Federalismo, sobre o qual irrompem várias leis municipais brasileiras, servirá de esteio também ao Legislativo municipal pelotense na tarefa de adequação da atividade à realidade local e na conseqüente melhoria da democratização da mídia.

Direito à liberdade de expressão
“Outra cláusula que habilita a Câmara a dispor sobre o assunto concerne ao Pacto de São José da Costa Rica, assinado pelo Brasil em 1969 e convertido em lei ordinária brasileira em 1992”, explica Oppa. No plenário, chamou a atenção para o artigo 13 da Convenção, hoje integrante do ordenamento jurídico nacional: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão. Esse direito compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e idéias de toda a natureza, sem consideração de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, ou por qualquer outro processo de sua escolha.”
Conforme Paulo Oppa, embora o País seja signatário deste acordo, foi denunciado, em 2005 pela Associação Mundial de Rádios Comunitárias, como uma nação que viola, coíbe, omite-se e não propicia a livre comunicação. “Neste sentido, as emissoras desta natureza operam como uma espécie de ‘ágora ateniense’ para discussão das temáticas de interesse público. A intenção é somar esforços aos das rádios comerciais, ampliando os espaços de diálogos das comunidades”, esclarece o parlamentar.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

OPPA APRESENTA SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE REGIMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PELOTAS



Emenda concebida pela bancada do PT dispõe sobre maior participação dos partidos e apóia criação da Comissão de Ética.


A partir do consenso entre os vereadores petistas, o líder da bancada do PT, Paulo Oppa, apresentou oficialmente, na manhã de quarta-feira (25 de abril), uma emenda substitutiva geral e completa ao projeto de nº 2244 de 2005 que institui o novo regimento interno da Câmara. Entre as principais novidades destaca-se a criação da Comissão Permanente de Ética, amplamente apoiada e defendida pelo Partido dos Trabalhadores.
A tentativa de evitar a restrição parcial dos trabalhos no Parlamento – levando-se em conta, por exemplo, a participação de seis membros nas comissões permanentes (CCJ e COF) do projeto inicial – foi concebida pela bancada do PT com a sugestão de pelo menos um integrante de cada partido em cada uma delas. “A aprovação desta idéia resultaria, portanto, numa representatividade ampla das nove ‘siglas’ que hoje compõem a câmara”, informa Paulo Oppa.
De acordo com o vereador, após uma minuciosa e atenta leitura de toda proposta, os parlamentares petistas decidiram ampliar a “voz ativa” dos partidos na movimentação política do Plenário por meio deste substitutivo. A finalidade é democratizar mais a Câmara Municipal de Pelotas, em acréscimo à criação da Comissão de Ética prevista no documento original de 2005 e defendida pelo PT.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

OPPA ESTABELECE "QUESTÃO DE ORDEM" PARA PLEITO DA "MEIA ENTRADA" DOS ESTUDANTES

Vereador Paulo Oppa, líder da bancada do PT na Câmara, acolhe pedido de providências dos representantes estudantis durante sessão ordinária na Câmara.

Motivados pelo descumprimento da lei nº 3.682/93 – que assegura aos estudantes das redes de ensino municipal, estadual e federal o pagamento da metade dos valores dos ingressos em eventos culturais –, representantes discentes reivindicaram providências ao Executivo durante sessão ordinária da Câmara. Os alunos, convocados pela União Municipal dos Estudantes de Pelotas (Umesp), solicitaram ao líder da bancada do PT, vereador Paulo Oppa, uma intervenção tendo em vista pedido oficial da vigência de fato do dispositivo.
Líderes estudantis da própria entidade (agregada a Une, Ubes e Uges) e do DCE da Universidade Federal de Pelotas, bem como membros dos grêmios estudantis do CAVG, do CEFET e da Colégio Pelotense, estabeleceram, nesta manhã, a pauta no Legislativo municipal. A infringência abarca ainda a falta de fiscalização por parte da Prefeitura: uma transgressão que contraria a regra categórica do mecanismo concernente ao tema.
“Embora exista desde 1993, a lei vem sendo ignorada praticamente na maioria dos eventos, pois os próprios organizadores desconhecem-na em razão da gestão atual não torná-la pública”, reclama o presidente da Umesp, Roberto Ferreira. Informa o mandatário dos educandos que a secretária de Cultura de Pelotas, Bia Araújo, defende a disponibilização dos ingressos somente 15 minutos antes dos espetáculos – cinema, teatro, música, dança, entre outros –, no entanto sua iniciativa é sumariamente repudiada pela categoria. “Neste prazo proposto, os bilhetes estariam esgotados”, adverte Ferreira.
Conforme a leitura dos estudantes, trata-se de um recurso, da titular deste órgão, capaz de abrir “brechas” num direito há muito conquistado ou, seguindo-se as palavras de Ferreira soadas no plenário, “uma maneira de burlar a lei e boicotar o movimento estudantil pelotense que tenta reerguer-se a duras penas”. Em resposta aos reclames dos alunos, o parlamentar Paulo Oppa sustentou um diálogo irrestrito entre os discentes e as autoridades do Executivo, sem nenhuma celeuma, com o intento de executar, de fato, o dispositivo legal.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

LÍDER DA BANCADA DEFENDE PISO DA EDUCAÇÃO



A presidente da CNTE, Jussara Dutra, em visita à Câmara na manhã do dia 19 de abril, ressaltou o mote "pague o piso ou pague o preço" da luta pelo piso nacional da educação.

Mobilizada em prol da luta de construção nacional do piso dos professores e servidores de ensino, a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Jussara Dutra, esteve em visita à Câmara no dia 19 de abril, a convite do líder da bancada do PT, vereador Paulo Oppa. Ao subir na Tribuna, Jussara enfatizou a luta dos educadores de quase dois séculos, alertando para o fato de 26 estados e o Distrito Federal praticarem salários distintos, nos mais variados patamares, conforme suas condições e vontades políticas.
Segundo Oppa, suas ações na Tribuna fortaleceram a manifestação realizada em 25 de abril passado na capital federal, seguida de reunião com o presidente Lula. Em seu pronunciamento, do qual um grande número de estudantes das 7ª e 8ª séries foram ouvintes no Plenário, a presidente da CNTE declarou que a marcha rumo à Brasília – promovida por 35 sindicatos representantes de 972 mil professores – teve o mote “pague o piso ou pague o preço”.
A intenção, no plenário municipal, foi fomentar a discussão acerca do pleito de aproximadamente R$ 2 mil, embora o Governo apresente o valor de R$ 850,00. Toda esta mobilização, destaca o líder da bancada, contou com a participação ativa e decisiva do diretor geral do 24º Núcleo do CPERS, Antônio Andreazza. Somente o Rio Grande do Sul, por meio do CPERS, levou uma delegação composta por 800 profissionais. “A vinda da representante nacional da categoria reforça, além da marcha da educação de todos os estados, o embasamento do Fundeb ”, informa o parlamentar.

SAÚDE NOS FRIGORÍFICOS DO RS


Proposta pelo líder da bancada do PT na Câmara, vereador Paulo Oppa, a audiência pública – cuja pauta abrangeu a apresentação do projeto Alerta (Atenção às Lesões por Esforço Repetitivo dos Trabalhadores da Alimentação) – ocasionou, na manhã do dia 19 de abril, um debate acerca das condições de trabalho e de saúde dos empregados dos frigoríficos do Rio Grande do Sul.
Discursaram, sobre o estudo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de Pelotas, Elton Oliveira Lima; o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do RS (FTIA-RS), Darci Pires; e o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Paulo Albuquerque. “A investigação de tais circunstâncias justifica-se pelas constatações recorrentes de enfermidades em funcionários das indústrias de carne, cujas conseqüências chegam, em massa, ao SUS”, argumenta Oppa.
No que diz respeito à pesquisa encomendada pelas entidades, Elton Lima explica que os estudos, apoiados pelas universidades, servirão de instrumental para gerar políticas públicas. “Não adianta alterar jornadas se não houver mudanças no ritmo de trabalho”, alerta o presidente do Sindicato da Alimentação. O líder da bancada do PT na Câmara, Paulo Oppa – em apoio a toda a categoria – destaca que, subjacentes aos números, existem pessoas e suas doenças estouram no Sistema Único de Saúde (SUS).
No entender de Oppa, o Legislativo municipal tem de funcionar como um ‘plenário’ no sentido lato a fim de contribuir também com a identificação dos fatores prejudiciais à qualidade de vida dos trabalhadores. Entre os profissionais na ativa e afastados – bem como aposentados – por motivos de doença, participarão da pesquisa os funcionários da produção dos abatedouros de carne de cinco cidades do estado: Pelotas, Bagé, Alegrete, São Gabriel e Santa Maria.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

OPPA EXPÕE "A VIDA COMO ELA É" EM CONTRAPONTO AO BALANÇO DE FETTER

O líder da bancada do PT na Câmara, vereador Paulo Oppa, apresentou – no dia 13 de abril, durante a visita do prefeito Fetter Jr. – um relatório da realidade em contraponto ao balanço do Governo municipal entregue e exposto na Câmara. Conforme o parlamentar, o chefe do Executivo frustrou a população ao não prestar contas, efetivamente, acerca das ações necessárias à solução dos principais problemas gerados pela improducência da própria Prefeitura. As palavras de Fetter Jr. não passaram de uma carta de intenções no terceiro ano de administração, ou seja, na reta final desta gestão.
Os vereadores do PT fazem coro no que tange à forma de governar atual: “administrar é ouvir os reclames da população e não apenas divulgar relatórios cujo conteúdo foge dos limiares da ética e da verdade”. Mais do que impor resistência, a mostra da “vida como ela é”, exibida nas linhas do documento redigido pela bancada do Partido dos Trabalhadores, escancara o absurdo descompasso entre as informações do Governo Fetter Jr. e a vida real.

Base governista também questiona
Este cotidiano, que o Legislativo petista precisa estampar ao Executivo, é observado nas ruas, percebido nas conversas com o povo, extraído das páginas dos jornais e dos noticiários de TV locais e, sobretudo, registrado nos pronunciamentos da própria base governista. “Verificamos, ao longo deste ano, vários vereadores da base do Governo subirem na Tribuna para inquiri-lo a respeito do caos generalizado, que atinge diretamente a vida das pessoas”, declara Oppa, referindo-se ao descontentamento generalizado no âmbito político.
Com maior veemência, destacou a manutenção do fornecimento da água suja, a não-entrega das 99 unidades do Loteamento Ceval, o descaso com a saúde pública, a precariedade crônica na prestação de serviços de limpeza e infra-estrutura, o desprezo aos idosos quanto ao transporte e a indiferença em relação aos servidores, especialmente da educação.

Executivo pelotense vai à bancarrota
Outras temáticas de grande relevo, concernentes à saúde e aduzidas pelo líder da bancada do PT, trazem à tona a falta de leitos nos hospitais e a debilidade das instalações do Pronto Socorro Municipal, que fazem agonizarem ainda mais os pacientes em razão da falta de pessoal e da inoperância das unidades. Ainda nesta área, também integra o rol de “desdém” do mandato político, agora em xeque, o abandono da saúde mental provocado pelo desmonte de programas em conformidade com a concepção antimanicomial, como o CAPS. Não menos importante, a falta de medicamentos e a dificuldade na marcação de exames e procedimentos, no entender dos parlamentares petistas, agravam de forma desastrosa a pseudopolítica de saúde da administração em curso.
Desmonte da “máquina” pública
No que tange ao provimento de serviços de limpeza e infra-estrutura – examina Paulo Oppa –, o desmonte da máquina pública nunca foi tão evidente porque “o caos salta aos olhos dos cidadãos”. Ruas sujas, mal cheirosas, esburacadas e na mais absoluta escuridão, ao ponto de gerarem protestos irônicos dos moradores por meio do acendimento de tochas (como o ato popular desta semana ocorrido no Laranjal), compõem “o cartão postal” da cidade em vigor. “E num município cujo prefeito tinha a ‘pretensão’ de transformá-lo em pólo turístico do Estado”, assevera Oppa, porta-voz de mais uma preocupação relevante e pertinente dos vereadores do PT: a economia e a conseqüente geração de empregos.